O debate presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, transmitido pela Band no domingo (18), registrou a maior audiência da emissora desde 2022. Segundo dados preliminares do Ibope, a rede chegou a 14,5 pontos na Grande São Paulo, superando a Globo, que teve 13 pontos no mesmo período. O confronto, o primeiro da campanha eleitoral, foi acompanhado por milhões de brasileiros nas redes e plataformas digitais.

O debate foi marcado por acusações diretas e tensão entre os candidatos. Lula e Flávio Bolsonaro trocaram críticas sobre políticas públicas, corrupção e gestão do país. A emissora, que normalmente tem menor audiência em comparação com a Globo, conseguiu atrair uma audiência maior do que em qualquer outro debate presidencial desde 2022.

A transmissão pela Band também gerou reações na imprensa internacional. Jornais da França, Argentina, Espanha e Catar destacaram o tom polarizado do debate e as provocações entre os candidatos. Para o jornal francês Le Monde, o confronto sintetizou o clima de polarização no Brasil.

Além disso, o debate foi acompanhado por estudantes do Rio de Janeiro, que observaram a falta de propostas concretas e a predominância de ataques políticos. A transmissão também gerou discussões entre apoiadores de ambos os candidatos, com interrupções no programa devido a desentendimentos entre marqueteiros e assessores.

A Band repreendeu a equipe de Janja, apoiadora de Lula, por supostos espirros falsos durante o debate. A emissora também foi criticada por Nikolas Chama, ex-ministro, que chamou Haddad e Tebet de "desempregados" nos bastidores. O debate, portanto, não apenas marcou um recorde de audiência, mas também repercutiu em diferentes níveis da sociedade e da mídia.