O Partido dos Trabalhadores (PT) acusou a Meta de usar de forma desigual a inteligência artificial (IA) do WhatsApp durante as eleições de 2026, ao denunciar que a ferramenta criava imagens com o nome de Flávio Bolsonaro, mas não gerava conteúdos com o nome de Luiz Inácio Lula da Silva. A campanha de Lula apresentou a denúncia à Organização dos Estados Americanos (OEA), alegando que a empresa favorece o candidato do PL.

Usuários do WhatsApp relataram inconsistências na IA da Meta, observando que pedidos para criar imagens com o nome de Lula eram rejeitados, enquanto o nome de Flávio era gerado automaticamente. A denúncia foi levada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que solicitou a remoção do vídeo em questão. Nikolas Ferreira, representante da campanha de Lula, reagiu à ordem, afirmando que a IA do WhatsApp está sendo usada de forma desigual.

A campanha de Lula também destacou que a Meta favorece Flávio na IA do WhatsApp, enquanto o PT alega que a empresa não oferece o mesmo tratamento ao candidato. Além disso, a denúncia inclui outras plataformas, como Grok e X, que também teriam sido envolvidas, embora em menor grau.

O uso da IA nas campanhas eleitorais tem gerado debates sobre a transparência e a equidade nas eleições. A campanha de Lula alega que a Meta está manipulando a informação, enquanto a empresa anunciou "medidas" após os relatos, mas o conteúdo favorável a Flávio continua sendo gerado.

A disputa eleitoral entre Lula e Flávio tem sido marcada por investimentos significativos nas redes sociais. De acordo com relatórios, Flávio já investiu quase três vezes mais que Lula na plataforma Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. A disparidade de recursos levanta questões sobre a influência das tecnologias na política brasileira.