O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou sua renúncia após o colapso do banco digital Ueno, que deixou milhares de clientes sem acesso a suas contas. A instituição, considerada uma das principais do país, teve suas operações suspensas pelo Banco Central, causando uma crise financeira generalizada. Peña, que comandou o país durante três anos, foi acusado de negligência por não ter evitado a situação.

A renúncia ocorreu após uma série de denúncias sobre a gestão do banco, que envolveu irregularidades e falta de transparência. A situação levou a protestos e uma perda de confiança no governo. O presidente, que era aliado de Donald Trump, foi pressionado por parlamentares e líderes da oposição a assumir responsabilidade pela crise.

A crise do Ueno Bank começou com a falência da instituição, que tinha mais de um milhão de clientes. A falta de liquidez afetou não apenas os correntistas, mas também o funcionamento de empresas e serviços públicos. O Banco Central do Paraguai interveio para evitar um colapso maior, mas a reputação do governo foi prejudicada.

A renúncia de Peña marca o fim de um governo que prometia crescimento e baixos impostos. A situação revelou falhas na supervisão financeira e na gestão de riscos. O novo presidente, que ainda não foi anunciado, enfrentará o desafio de reconstruir a confiança do povo paraguaio. A crise do banco digital continua a ser uma das maiores do país, com impactos ainda não totalmente contabilizados.