A Polícia Federal (PF) investiga a possibilidade de interferência do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, no relatório sobre conversas entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre Moraes, e o banqueiro Daniel Vorcaro. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou ao ministro do STF, Luís Roberto Fachin, que avalie se houve envolvimento de Moro na elaboração do documento. A PF alega que o relatório revela uma estratégia de Moro para a anistia de condenados por golpe, o que teria ligação com a recomposição de forças no STF.
A Advocacia-Geral da União (AGU) já criticou a atuação de Moro, chamando o pedido da PF contra suas medidas de "intervenção processual" sem precedente. A AGU argumenta que a atuação na esfera criminal foge da atribuição legal de Moro. Paralelamente, a PF afirma que os relatórios criticam a atuação de Moro no caso Master e no INSS, mas ressalva que o conteúdo não pode ser usado como prova ou citado em documentos externos.
O caso envolve uma série de documentos revelados por Moraes, que indicam uma possível articulação entre ele e Moro. A PF acredita que isso possa ter impactado a condução de investigações e ações judiciais. A investigação segue em andamento, com a expectativa de esclarecer se houve interferência externa no processo.






























