A TV Globo cancelou o debate presidencial que seria o último antes do primeiro turno das eleições, após decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF). A emissora informou que a medida era necessária devido a orientações jurídicas que reconfiguraram o formato do evento.

O TSE determinou que a Globo não exibisse púlpitos vazios, enquanto o STF autorizou a participação de Renan Santos, candidato do PSD. A Globo alegou "insegurança jurídica" e decidiu cancelar o debate, alegando que as regras impostas dificultavam a realização do evento. A decisão gerou reações de Flávio Bolsonaro e Renan Santos, que criticaram a interferência judicial no processo eleitoral.

O debate, previsto para ocorrer na quinta-feira, seria o último confronto entre candidatos antes do primeiro turno. A Globo, que normalmente organiza os debates presidenciais, optou por cancelar o evento após as decisões dos órgãos judiciais. Candidatos e parlamentares acusaram a interferência do Poder Judiciário na disputa eleitoral, chamando a situação de "ditadura da toga" e "censura".

O cancelamento do debate elevou a tensão política e gerou debates sobre a neutralidade do processo eleitoral. A Globo, que já havia enfrentado críticas por sua cobertura da eleição, agora se posiciona contra as decisões judiciais, alegando que elas prejudicam a transparência do processo. O cenário indica uma polarização crescente entre os candidatos e os órgãos de controle.