Um militar dos EUA, condenado à morte por ter matado 13 pessoas em um ataque na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009, será executado publicamente e transmitido ao vivo pela internet. A decisão do Pentágono desencadeou críticas de organizações internacionais e especialistas.

Alonzo Lunsford, um sargento reformado do Exército dos EUA que sobreviveu ao ataque de Nidal Hasan, afirmou que planeja assistir à execução para "olhar nos olhos dele". Ele considera ações como "apropriadas" e justificadas.

A Organização das Nações Unidas classificou a transmissão ao vivo como "repugnante", destacando que tal prática é típica de regimes autoritários e extremistas. O advogado Paulo Saragoça da Matta também criticou a decisão, chamando a atenção para o caráter espectacular da morte.

A transmissão da execução, que será realizada por fuzilamento, é uma prática rara nos EUA e contrasta com a posição de muitos países ocidentais que proíbem a execução pública. A decisão do Pentágono tem gerado debates sobre a ética e a aplicação da pena de morte.

A execução de Nidal Hasan, que foi condenado por ter atacado sua própria unidade em 2009, representa um momento histórico para os EUA, ao reafirmar a aplicação da pena de morte em casos de crimes graves.