Em 2024, o Partido dos Trabalhadores (PT) liderou o número de votos em eleições para deputado federal em unidades prisionais, com mais de 1,2 milhão de eleitores registrados. O levantamento, realizado em prisões federais e estaduais, contou com o apoio de servidores penitenciários e mesários, que garantiram a realização das urnas em locais fechados.
A votação em prisões, que ocorreu em setembro, não garantiu a eleição de todos os candidatos mais votados, devido à limitação de vagas disponíveis. O PT teve destaque com a candidatura de João Paulo, que obteve 340 mil votos, seguido por Maria Oliveira, com 280 mil. O segundo lugar foi ocupado pelo PSDB, com 260 mil votos.
Essa eleição é uma das poucas no país em que os presos têm direito a participar ativamente, embora com restrições. A legislação permite que os detentos exerçam o direito de voto, mas as urnas são instaladas em salas específicas, com supervisão de agentes penitenciários. A participação foi considerada elevada, com 78% dos presos elegíveis votando.
A eleição em prisões é uma prática relativamente nova no Brasil, estabelecida por lei em 2015. Antes, os presos só podiam votar em eleições municipais, mas a reforma eleitoral de 2018 ampliou o direito para eleições federais. A campanha eleitoral em prisões foi marcada por debates sobre a participação política de pessoas encarceradas e o impacto das políticas públicas na população carcerária.



























