Os Estados Unidos impuseram sanções ao Tribunal Penal Internacional (TPI) e anunciaram a paralisação de suas atividades, poucas horas após o Nobel da Paz ter sido concedido à ex-juíza do TPI Navi Pillay. O secretário de Estado, Marco Rubio, classificou o tribunal como "desonesto" e prometeu proibir transações com a instituição. A medida surge em meio a uma escalada da campanha de Donald Trump contra o TPI, sediado em Haia.

A decisão americana foi tomada após a atribuição do Nobel da Paz a Navi Pillay, que foi diretora do TPI entre 2003 e 2015. A ex-juíza é conhecida por sua atuação em casos de crimes de guerra e crimes contra a humanidade. A Casa Branca afirma que as sanções visam combater a corrupção e a falta de transparência no tribunal.

O TPI, que investiga crimes internacionais, tem sido alvo de críticas de governos e políticos que acusam a instituição de ser politicamente motivada. A medida americana é vista como uma tentativa de influenciar o funcionamento do tribunal e limitar sua capacidade de investigar casos envolvendo cidadãos dos EUA ou aliados.

A campanha contra o TPI ganhou força durante o mandato de Donald Trump, que criticava a instituição por sua atuação em casos envolvendo líderes estrangeiros. A decisão de hoje reforça essa posição e pode ter implicações internacionais, especialmente para países que apoiam o TPI como mecanismo de justiça global.

A reação do Conselho de Administração do TPI ainda não foi divulgada, mas a medida americana pode gerar uma crise de legitimidade para a instituição. A situação reflete um conflito entre a busca por justiça internacional e a influência política de potências mundiais.