A nova espécie de cobra-cega foi identificada no Rio de Janeiro e recebeu o nome de uma mulher escravizada que contribuiu para a reflorestação da Floresta da Tijuca. A descoberta foi anunciada por pesquisadores que destacaram a importância da figura histórica na preservação do ecossistema local. A espécie foi catalogada com o nome científico *Boa tijuca* em homenagem à mulher, cujo nome foi mantido em segredo para proteger sua identidade.
A Floresta da Tijuca, localizada no Rio de Janeiro, é uma das áreas mais importantes de vegetação urbana do país. Durante o período colonial, escravos foram envolvidos na agricultura e na exploração da região, e a contribuição de mulheres escravizadas para a preservação do ambiente foi reconhecida recentemente por historiadores. A nova espécie de cobra-cega foi encontrada em áreas de reflorestamento que foram restauradas com base em registros históricos sobre a atividade de mulheres escravizadas.
A identificação da espécie foi feita por uma equipe de biólogos que trabalham na região há mais de uma década. Eles destacaram que a escolha do nome da espécie visa reconhecer o papel das mulheres na preservação da natureza, mesmo em condições de exploração e opressão. A descoberta reforça a importância de integrar a história local e a biodiversidade em estudos científicos. A espécie foi registrada no banco de dados da Sociedade Brasileira de Herpetologia e está sendo estudada para entender melhor seu comportamento e habitat.




























