O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta críticas de parlamentares e candidatos por ter anunciado um reajuste de 15,04% no Bolsa Família, programa de transferência de renda do Brasil. Durante um ato de campanha, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, acusou o presidente de tentar "comprar o voto dos mais pobres" com o aumento, chamando a medida de "desespero". Ele argumentou que, se Lula tivesse pensado no povo, teria feito a correção monetária já no primeiro ano de governo.

O reajuste, que entra em vigor em setembro, é justificado pelo governo como uma atualização dos valores do programa, baseada em correção monetária. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a medida é compatível com a responsabilidade fiscal. Já o ministro Gilmar Mendes, do STF, validou a medida, afirmando que não houve violação eleitoral, pois o aumento é apenas uma atualização dos valores.

A polêmica envolve a relação entre políticas sociais e campanhas eleitorais, com críticas de que o reajuste pode ser visto como uma estratégia para garantir apoio eleitoral. O debate reflete tensões políticas no Brasil, onde o Bolsa Família é um dos programas mais populares do país.