Lula e Flávio Bolsonaro estão se preparando para o segundo turno das eleições presidenciais. A campanha de Flávio, do PL, concentra esforços no Sudeste, com compromissos em São Paulo e Rio de Janeiro, enquanto Lula, do PT, busca reforçar apoio em regiões onde teve maior votação no primeiro turno.

A governadora reeleita de Pernambuco, Luana Barbosa, afirmou que não sabe se apoiará Lula ou Flávio, mas já foi procurada pelos dois candidatos. A disputa envolve 9 milhões de votos dos eleitores que apoiaram candidatos derrotados e 8 milhões de abstencionistas no Nordeste.

Flávio busca herdar apoio de nomes alinhados à direita, embora figuras como Cury e Renan Santos tenham evitado declarar apoio. Já Lula tenta reforçar sua base e atrair eleitores que se abstiveram no primeiro turno.

Economistas avaliam que Flávio, se eleger, terá uma "lua de mel" com o mercado financeiro, enquanto Lula enfrentará pressão para ajustar as contas públicas.

A disputa entre os dois candidatos se intensifica com três debates marcados para os dias 11, 18 e 23 de outubro, antes da votação presidencial. A campanha de Flávio evita subir o tom de ataques a Lula, que amplia seu "núcleo duro". As estratégias das campanhas buscam conquistar eleitores indecisos e aqueles que votaram em outros candidatos no primeiro turno.