O debate presidencial da TV Globo foi cancelado na noite de quinta-feira (1º de outubro) após decisões judiciais que alteraram as regras do evento. A decisão foi anunciada menos de uma hora antes do início previsto, deixando os candidatos sem oportunidade de se confrontarem diretamente. O Partido dos Trabalhadores (PT), que era um dos organizadores do debate, havia concordado com uma regra que previa a indicação de uma cadeira vazia em caso de ausência de candidatos. No entanto, o PT posteriormente recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para suspender essa regra, alegando que a ausência de candidatos poderia influenciar o resultado da disputa.

A Globo, por sua vez, cancelou o debate após duas decisões judiciais que mudaram as condições do encontro. A primeira, assinada pela ministra Estela Aranha do TSE, atendeu a um pedido da coligação que organizava o debate. A segunda decisão, ainda em análise, envolve a regra das cadeiras vazias. O cancelamento ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro, principal adversário de Lula, desistir de participar do debate no último momento.

O debate, que deveria ter sido uma oportunidade para os candidatos discutirem suas propostas, foi cancelado sem aviso prévio, gerando confusão entre os organizadores e os espectadores. A ausência de Flávio Bolsonaro e a mudança nas regras do evento levaram à decisão de cancelar o encontro. A situação reflete a complexidade das eleições presidenciais no Brasil, onde decisões judiciais e mudanças de última hora podem alterar o cenário eleitoral.