O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou sua previsão de crescimento da economia brasileira para 2026, elevando-a de 1,9% para 2,2%. A nova projeção, divulgada em comunicado, supera as expectativas do governo e do mercado, que estimavam um crescimento entre 1,5% e 2,0%.

O ex-diretor do FMI, Otaviano Canuto, destacou que o crescimento do Brasil depende de um impulso fiscal, alertando para os riscos da desaceleração econômica. Segundo ele, a manutenção de políticas fiscais estáveis e a melhoria da confiança dos investidores são fundamentais para sustentar o desempenho da economia.

O FMI também destacou que o Brasil enfrenta desafios como a inflação elevada e a volatilidade cambial, que podem impactar o crescimento. No entanto, a instituição acredita que as medidas de ajuste fiscal e a estabilidade macroeconômica ajudarão a manter o desempenho acima da média do que foi previsto.

O crescimento previsto para 2026 é o maior desde 2019, quando o país registrou uma expansão de 1,1%. A projeção do FMI vem em um momento de incertezas globais, com a economia mundial enfrentando pressões inflacionárias e desaceleração em importantes economias. O Brasil, por sua vez, busca equilibrar a necessidade de estímulo econômico com a manutenção da disciplina fiscal.