O senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera o segundo turno das eleições presidenciais com 51,1% das intenções de voto, segundo pesquisa divulgada pelo Atlas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue com 45,7%. A disputa envolve temas como a reforma tributária, com Flávio defendendo o mecanismo de split payment, enquanto o governo Lula o apóia.

Flávio promete revisar o papel do Ibama, Funai e ICMBio e incluir a exploração de gás de fracking em seu plano de governo. Ele também defende o licenciamento automático de projetos se os órgãos ambientais não respondem no prazo. A campanha do senador aposta em associá-lo ao futuro, enquanto Lula retoma atos nas ruas do Distrito Federal e do Rio Grande do Norte.

O split payment, mecanismo da reforma tributária que separa o imposto no momento do pagamento, é um dos temas centrais da disputa. Flávio defende a manutenção do sistema, enquanto o governo Lula promete sua extinção. A campanha do PL também menciona a possibilidade de extinção do split payment, o que gerou debates sobre a eficácia e a prevenção de fraudes.

O apoio de candidatos derrotados a Flávio, como Cury e Caiado, é minimizado pelo deputado Janones, que acredita que eles não são "lideranças consolidadas" suficientes para transferir voto ao candidato do PL. A disputa eleitoral reflete divisões ideológicas e políticas no Brasil, com o PL e o PT apresentando propostas distintas para o futuro do país.