O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, anunciou medidas para fiscalizar precatórios irregulares e cobrar tribunais regionais após cobrança do ministro Gilmar Mendes. As ações, segundo informações divulgadas por várias fontes, incluem a proposta de um "pente-fino" nos precatórios, que são documentos judiciais que garantem o pagamento de verbas a servidores públicos. A iniciativa foi enviada à Corregedoria do STF e visa garantir transparência e rastreabilidade nas operações.

Fachin destacou a necessidade de uma "apuração rigorosa" sobre as situações relatadas por Gilmar, que apontaram possíveis fraudes ligadas ao Banco Master. A medida surge após pressões internas no STF, onde disputas entre ministros têm gerado tensão e novos embates. O presidente da Corte avalia possíveis saídas para evitar que o plenário se expôs a novos conflitos.

As ações também incluem a criação de novas regras e sistemas de dados para controlar as cessões de crédito, além de dar atenção ao setor sucroalcooleiro e à tabela do SUS. A transparência e a fiscalização são pontos centrais da proposta, que busca regularizar processos que, segundo Fachin, podem ter irregularidades. A medida é vista como uma resposta direta às críticas internas e à necessidade de maior controle sobre os recursos públicos.