EUA deixam as últimas bases no Iraque após mais de duas décadas de presença militar, encerrando uma intervenção que começou em 2003 com a invasão do país e a queda do regime de Saddam Hussein. A retirada ocorre em um contexto de tensão regional, com a milícia iraquiana ameaçando atacar "voos hostis" e celebrar a expulsão das tropas estrangeiras.

A decisão de encerrar a presença militar americana no Iraque vem após uma série de eventos que reforçam a mudança de cenário no país. A milícia, que se posiciona contra a ocupação estrangeira, emitiu um comunicado declarando que o povo iraquiano celebrará a saída das forças estrangeiras.

A retirada também levanta novas preocupações sobre a segurança no Iraque, especialmente com a atuação de grupos armados que têm se manifestado contra a presença estrangeira. A situação é agravada pelo fato de que o país ainda enfrenta desafios de estabilidade e segurança, mesmo após a saída das tropas americanas.

A retirada das bases é um marco simbólico e político, mas também representa uma mudança na geopolítica do Oriente Médio. A saída das forças americanas pode ter implicações duradouras para a região, especialmente com a crescente influência do Irã no país.