Eduardo Paes, candidato do PSD ao governo do Rio de Janeiro, acusou Anthony Garotinho, do Partido Republicano, de participar de uma manobra para garantir a vitória de Douglas Ruas, do PL, no primeiro turno das eleições. Paes afirmou que a desistência de Garotinho do recurso contra o indeferimento de sua candidatura visava evitar um segundo turno.

O ex-prefeito carioca destacou que a decisão de Garotinho foi estratégica, buscando facilitar a eleição de Ruas ainda no primeiro turno. Segundo Paes, essa ação teria sido coordenada para reduzir a necessidade de um segundo turno, que poderia ter beneficiado candidatos de outras legendas.

A disputa pelo governo do Rio está em uma nova fase jurídica após a desistência de Garotinho. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) já havia indeferido a candidatura de Garotinho, mas ele havia recorrido. A desistência do recurso pode alterar o cenário eleitoral, especialmente com a forte votação de Ruas, que foi eleito com mais de 50% dos votos válidos.

O contexto eleitoral no Rio mostra uma tendência do bolsonarismo, com Ruas e os senadores eleitos da chapa PL. No entanto, o estado é o único no Brasil onde o PL perdeu representação no Senado, apesar da vitória de seus candidatos.

A eleição do governo do Rio é uma das mais disputadas do país, com candidatos de diferentes partidos. A manobra acusada por Paes pode ter impacto significativo no resultado final, especialmente se o segundo turno for necessário. A situação ainda está em análise jurídica, e o resultado final depende de decisões que ainda não foram confirmadas.