A TV Record cancelou o debate presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), previsto para o próximo domingo (11). A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (9) por meio de uma nota da emissora, que justificou a cancelação com a "incompatibilidade de agenda dos candidatos". O debate, que seria o segundo entre os dois candidatos no segundo turno das eleições presidenciais, estava marcado para as 21h.

A Record já havia cancelado o primeiro debate entre os dois candidatos no primeiro turno. Nenhum dos candidatos compareceu a nenhum dos debates realizados até o momento. A ausência dos dois na primeira rodada gerou críticas e questionamentos sobre a falta de interesse em debater diretamente com o eleitorado.

O cancelamento da Record reforça a polarização entre os candidatos. Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem apelo mais forte no interior do país, segundo pesquisa recente. Ele venceu Lula em 16 das 27 capitais brasileiras no primeiro turno. A vantagem de Flávio sobre Lula foi 12,6 vezes maior no interior do que nas capitais.

O cenário eleitoral está cada vez mais acirrado. A disputa pelo segundo turno envolve não apenas o debate, mas também acusações e suspeitas de manipulação. Advogados pró-Lula pedem que a Polícia Federal investigue se um áudio envolvendo o ex-ministro Geddel Vieira Lima foi adulterado. A suspeita é de que tenha sido usado inteligência artificial para atingir Lula e favorecer Flávio Bolsonaro.

O cancelamento do debate pela Record pode impactar a campanha de ambos os candidatos, especialmente no que diz respeito à visibilidade e ao contato direto com o eleitorado. A ausência de debates pode levar a uma campanha mais focada em estratégias de propaganda e em mobilização de bases.