Lula acusou Flávio Bolsonaro de subordinação aos Estados Unidos durante o primeiro debate presidencial do segundo turno, realizado em São Paulo. O ex-presidente afirmou que o senador, candidato do PL, teria cedido terras raras ao país norte-americano. Em resposta, Flávio acusou Lula de defender o PCC, grupo criminoso associado ao crime organizado.

Durante o debate, Lula destacou a importância da soberania brasileira e criticou a postura de Bolsonaro em relação a acordos internacionais. Ele mencionou a "gravata da pátria amada", acessório que acompanha o presidente em suas aparições públicas. O acessório, de fundo azul-marinho e com listras nas cores verde e amarelo, simboliza a identidade nacional.

A discussão sobre a influência dos EUA na política brasileira ganhou relevância com a publicação de um artigo do maior jornal dos Estados Unidos, que alertou sobre os riscos à Amazônia em caso de vitória de Flávio. O texto destacou a possibilidade de políticas mais alinhadas a interesses estrangeiros, especialmente em relação ao uso de recursos naturais.

O debate refletiu as tensões entre os dois candidatos, com Lula defendendo uma postura mais nacionalista e Flávio acusando o ex-presidente de aliança com grupos criminosos. A disputa eleitoral está marcada por acusações mútuas e posicionamentos contrastantes sobre a relação entre Brasil e potências globais.