Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva disputam eleição com votos em empate apertado. Segundo pesquisa Ipespe, Flávio tem 50,5% das intenções de voto e Lula 49,5%. A campanha eleitoral entra na reta final, com dois dias para o segundo turno. A propaganda eleitoral no rádio e na TV termina nesta sexta-feira, 23 de outubro, com gastos estimados em quase R$ 1 bilhão.

As campanhas dos dois candidatos entregam novos documentos, mas mantêm sigilo sobre alguns dados. A equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro pede que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atue como "árbitro" para garantir divulgação de informações verídicas. Já o grupo do senador Flávio Bolsonaro defende que cada candidato é livre para divulgar seu sigilo, mas pede que Lula divulgue primeiro os gastos do cartão corporativo da Presidência.

A pesquisa também mostra que a rejeição dos candidatos preocupa as campanhas. Flávio e Lula calculam ataques em debates para não afastar indecisos. O ex-governador de São Paulo, Joaquim Ronaldo Doria, declarou voto em Flávio, alegando que Lula "perdeu a chance de governar o Brasil pacificando o país" e passou "quatro anos brigando".

O segundo turno da eleição presidencial ocorrerá em 30 de outubro. A disputa entre os dois candidatos reflete uma polarização política forte no Brasil, com o apoio de diferentes segmentos da população. A campanha eleitoral está em pleno vigor, com estratégias para atrair eleitores indecisos e manter a base de apoio.