Flávio Bolsonaro, senador brasileiro derrotado nas eleições de 25 de outubro, atravessou a fronteira com a Argentina na noite de terça-feira, 27 de outubro. A informação foi confirmada por uma declaração de voo divulgada pelo jornalista argentino Pablo Duggan. O senador, acompanhado pela esposa e por duas filhas, entrou no país pela província de Misiones.
A passagem pela Argentina foi seguida por uma viagem em jato privado para o Equador, onde o grupo foi visto em uma aeronave que partiu durante a madrugada. A viagem ocorreu após uma ordem judicial que exigia a entrega dos passaportes de Bolsonaro. O documento utilizado para a entrada nos Estados Unidos era um passaporte diplomático brasileiro, cancelado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) um dia antes.
A investigação aponta suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos de medicamentos e insumos médicos na Argentina. A operação de fuga teria contado com apoio de governos argentino e norte-americano, segundo informações preliminares.
A oposição na Argentina pediu esclarecimentos ao presidente Javier Milei sobre a passagem de Bolsonaro pelo país. Os parlamentares destacaram a necessidade de transparência sobre a movimentação do senador, que foi acusado de corrupção e lavagem de dinheiro.
A situação levanta questões sobre a legalidade da fuga e o uso de documentos cancelados. A polícia brasileira busca esclarecer como o grupo saiu do país com o passaporte invalidado. A investigação continua em andamento.
















