A Bolívia lançou um plano de segurança fronteiriça para combater o tráfico de drogas, em resposta à expansão de facções brasileiras no país. A iniciativa foi anunciada na cidade de Guayaramerín, fronteiriça com o Brasil. Paralelamente, os Estados Unidos afirmam que planejam operações antidroga "em terra" na América Latina, em aliança com aliados, além das ações já realizadas em águas internacionais contra embarcações suspeitas de narcotráfico. O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, destacou que cartéis de droga são considerados "alvos como o Estado Islâmico e a Al-Qaeda".
Além disso, os EUA alertaram sobre desvios de produtos chineses pelo Brasil, apontando 40 países envolvidos em "transshipment" ilegal. O Brasil, por sua vez, avança com a Lei de Reciprocidade contra tarifas dos EUA, mas o ministro Márcio Elias Rosa afirmou que a medida não fecha a porta para negociações.
O senador democrata dos EUA, Tim Kaine, criticou a postura de Donald Trump em relação ao Brasil, afirmando que o país tem "razão legítima" para desconfiar de possíveis influências sobre as eleições presidenciais de 2026. A tensão entre os dois países persiste, com ações antidroga e tarifas sendo temas centrais nas relações bilaterais.
Os EUA também sugerem que grupos como o PCC e o Comando Vermelho podem virar alvos de operações militares, segundo declarações de Hegseth durante uma entrevista no Panamá. A região da América Latina torna-se cada vez mais um foco de estratégias conjuntas contra o narcotráfico.




























